Nostalgia Digital

Quando comecei neste mercado, por volta de 2000, tudo era bem diferente, menos formal e muito, mas muito mais amador. Na real foi antes disso, mas meu tempo de criação de sites “powered by notepad” (fortes entenderão) não conta.

Era tudo muito limitado, métricas eram apenas números que não queriam dizer grandes coisas além de “quanta gente viu meu site” e a verba (?) era algo tão baixo que acho que nem discutíamos a existência dela.

Me lembro de estar em um Encontro de Webdesign com Michel Lent falando que a verba de digital naquele ano (não lembro qual) alcançaria algo em tono de 1,5% do bolo publicitário. Comemorei com meus sócios. \o/

Passamos por diversas evoluções (e revoluções) digitais com tecnologias que prometiam mudar o jeito de fazer as coisas – e que morriam logo em seguida.

Lembro que as agências digitais normalmente começavam nas casas de moleques que faziam sites ou então dentro de grandes agências que queriam “antecipar tendências” – o que na prática era o mesmo que as casas dos moleques que faziam sites, mas com decoração mais bacana.

Todos estes nomes, termos, estilos e outros bichos, criaram a cultura da “Comunicação Digital” que é super tecnológica, mas que as vezes esquece seu sentido principal, que é comunicar.

Essa época, que chamo de “Era do Puxadinho Digital”, era a época daquele limbo quando reproduzíamos as mesmas ações que eram criadas pro off, sem grandes recursos embarcados pois era o que os clientes acreditavam que funcionava. O resto eram traquitanas que só tinham apelo ao público adolescente.

Depois o mercado evoluiu. Foi pra “Produtora”, “Agência Digital”, “Agência Digital Interativa”, “Agência de Mídia Social”, “Agência de Mobile Marketing” e com certeza esqueci de citar o tipo da sua, em que você trabalhou ou trabalha hoje. Coloca aí nos comentários.

Tudo Muito Moderno! Super Digital! Sites Dinâmicos com seus flashes e ASPs.

Todos estes nomes, termos, estilos e outros bichos, criaram a cultura da “Comunicação Digital” que é super tecnológica, mas que as vezes esquece seu sentido principal, que é comunicar.

Uma era “pós digital” cheia de “Ypslons”, “Milenials”, “Trendsetters”, mas as vezes com muito pouco do bom e velho diálogo que me parece tão escasso nos últimos anos.

Que tal começar a aplicar essa tão sonhada conversa através de boas produções de conteúdo, ações realmente criativas em mídias sociais e compra e gestão de mídia criativa e relevante.

Falo mais disso em breve em outro post. 🙂

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